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Carnaval
  • Para homenagear o Deus Saturno, havia uma festa na Roma Antiga chamada "Saturnais". As escolas ficavam fechadas, os escravos eram soltos e as pessoas saíam às ruas para dançar. Carros (chamados de "carrum navalis" por serem semelhantes aos navios) levavam homens e mulheres nus em desfile. Muitos dizem que pode ter sido daí a expressão "carnavale".
  • A Igreja Católica se opunha a estes festejos pagãos, mas, em 590, decidiu reconhecê-los. Exigiu, porém, que o dia seguinte (Quarta-Feira de Cinzas) fosse dedicado à expiação dos pecados e ao arrependimento.
  • De lá para cá, o Carnaval foi mudando aos poucos de cara. Na Idade Média, incluía sátiras aos poderosos. Os foliões se protegiam de possíveis retaliações com a desculpa de que a festa os deixava loucos ("folia", em francês, significa loucura).
  • No Brasil o início da festa é conhecido como "grito de carnaval". Antigamente os clubes promoviam festas pré-carnavalescas com este nome. Nessas festas as pessoas iam fantasiadas e cantavam e dançavam ao som de marchinhas de Carnaval.
Carnaval no Brasil
  •  O Carnaval brasileiro é descendente do "entrudo" português. O dicionário diz que entrudar significa molhar com água, empoar de goma ou talcos, fazer peça. E a farra era esta mesmo. No século 17, os foliões se armavam de baldes e latas cheias de água. E todos acabavam molhados. Até Dom Pedro II se divertia jogando água nos nobres. Acontecia aqui antes do início da Quaresma e durava três dias, do domingo até a terça-feira gorda. 
  • Com o passar dos anos, a brincadeira foi ficando mais agressiva. Água suja, farinha e talco lambuzavam as roupas dos brincalhões. Limões, laranjas e ovos eram atirados em quem estivesse na rua. Logo surgiu uma lei proibindo o entrudo. Em 1854, um chefe de polícia do Rio de Janeiro (RJ) determinou que a partir daquela data o entrudo tinha de "ser seco para não estragar as roupas mais custosas e cuidadas e não provocar desordens e confusão". O entrudo à seco se transformou no Carnaval.
  • Em 1892, o extinto Ministério do Interior tentou mudar a data da festa para 26 de junho. Segundo eles, tratava-se de um mês mais saudável. O povo aproveitou o ano para fazer dois carnavais. Algo parecido ocorreu em 1912. A folia foi transferida por causa da morte do Barão do Rio Branco. Novamente, houve duas festas. O jornal A Noite gozou o episódio: "Com a morte do Barão/Tivemos dois Carnavá/Ai que bom, ai que gostoso/Se morrese o marechá". O marechá, no caso, era o presidente, o marechal Hermes da Fonseca.
  • O primeiro bloco organizado brasileiro foi o Congresso de Sumidades Carnavalescas. Fazia parte da turma o escritor José de Alencar.
  • Já o primeiro baile carnavalesco ocorreu no Largo do Rocio, no Rio de Janeiro (RJ), em 1840. Foi uma iniciativa de uma atriz italiana que queria reproduzir o Carnaval de Veneza.
  • Monique Evans foi pioneira no quesito madrinha de bateria famosa. Ela estreou à frente dos percussionistas da Mangueira em 1985.
Marchinhas de Carnaval

Allah-la-ô

Allah-la-ô
Mas que calor, ô ô ô
Atravessamos o deserto do Saara
O Sol estava quente e queimou a nossa cara

Filho de imigrantes libaneses, o compositor e desenhista Antonio Gabriel Nássara nasceu no dia 11 de novembro de 1910, no Rio de Janeiro. Sua marchinha mais famosa ,"Allah-la-ô", foi escrita em parceira com Haroldo Lobo em 1941.

Haroldo Lobo também escreveu, em 1951, a marchinha "O retrato do velho", inspirado no hábito do Estado Novo de Getúlio Vargas de pendurar retratos do presidente da República nas repartições públicas. Interpretada por Francisco Alves, a música não agradou Getúlio, que odiava ser chamado de velho.

Cabeleira do Zezé

Olha a cabeleira do Zezé!
Será que ele é? Será que ele é?
Será que ele é bossa nova?
Será que ele é Maomé?
Parece transviado mas isso eu não sei se ele é

A inspiração para a marchinha surgiu no bar São Jorge, em Copacabana, Rio de Janeiro. Um dos garçons, apelidado de "Zezé", tinha cabelos compridos - uma ousadia em 1963 - e ainda por cima flertou com a namorada do compositor João Roberto Kelly, que - em parceria com o amigo Roberto Faissal - transformou a "cabeleira do Zezé" em música.

Jardineira

Oh! Jardineira por que estás tão triste
Mas o que foi que te aconteceu?
Foi a Camélia que caiu do galho
Deu dois suspiros e depois morreu

Seu compositor, Benedito Lacerda, era flautista e policial militar. Humberto Porto, que também assina a composição, era estudante de Medicina.

Composta em 1938, a música apareceu na comédia musical "Banana da Terra" (1939), que tinha no elenco Carmen Miranda, Oscarito e Emilinha Borba.


Mamãe Eu Quero


Mamãe eu quero, mamãe eu quero
Mamãe eu quero mamar
Dá a chupeta, dá a chupeta
Dá a chupeta pro bebê não chorar

José Luís Rodrigues, o "Jararaca", nasceu no dia 29 de setembro de 1896, em Maceió, Alagoas. 

A música foi lançada pela primeira vez em janeiro de 1937. Nos anos 40, ela foi traduzida e lançada no mercado norte-americano nas vozes de Bing Crosby e Carmen Miranda. 

A "pequena notável" cantou a música de Jararaca e Vicente Paiva no filme "Serenata Tropical" (1940), indicado ao Oscar em três categorias técnicas (Melhor Fotografia, Direção de Arte e Melhor Trilha Original).

O compositor morreu no Rio de Janeiro, no dia 8 de setembro de 1977, aos 81 anos.

Máscara Negra

Tanto riso, oh quanta alegria
Mais de mil palhaços no salão
Arlequim está chorando pelo amor da Colombina
No meio da multidão

Gravada pela primeira vez em 1967, a marchinha "Máscara Negra" foi sucesso em uma época que as músicas tradicionais do Carnaval estavam saindo de moda.

Sua autoria é disputado pelos músicos Zé Keti e Pereira Mattos, que processou o primeiro por plágio.

José Flores de Jesus, o "Zé Kéti", nasceu no dia 16 de setembro de 1921 no Rio de Janeiro e morreu no dia 14 de novembro de 1999, aos 78 anos.

Mulata Yê-Yê-Yê

Mulata bossa nova
Caiu no hully gully
E só dá ela
Ê ê ê ê ê ê ê ê
Na passarela

Sucesso na voz de Emilinha Borba, a música também foi composta por João Roberto Kelly, em 1965.


Teu cabelo não nega

O teu cabelo não nega mulata
Porque és mulata na cor
Mas como a cor não pega mulata
Mulata eu quero o teu amor

A marchinha - uma adaptação da composição "Mulata", dos irmãos pernambucanos João e Raul Valença, - foi gravada em 1932 por Lamartine Babo. 

Lamartine de Azeredo Babo nasceu  - no dia 10 de janeiro de 1904 - e morreu na cidade do Rio de Janeiro, aos 59 anos, no dia 16 de junho de 1963.





























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